Qual o pior jogo da história dos videogames?
Você já parou para pensar qual seria o pior jogo da história dos videogames? Todo gamer tem sua lista de decepções pessoais, aqueles títulos que deram dor de cabeça em vez de diversão. Seja reclamando em fóruns, em vídeos do YouTube ou em grupos do Facebook, o assunto rende debates calorosos. A playbox – conhecida por sua proposta de ser uma verdadeira máquina do tempo gamer – também vive relembrando tanto os clássicos amados quanto as bombas inesquecíveis. Mas afinal, em meio a tantas gerações e plataformas, qual é considerado o pior jogo de todos os tempos?
Nesta jornada por alguns dos games mais infames já lançados, vamos lembrar histórias curiosas, fracassos retumbantes e até lições que esses jogos nos ensinam. O tom aqui é de conversa entre amigos gamers – com muita informação e um toque de nostalgia. Prepare-se, pois vamos viajar no tempo (com a ajuda da nossa playbox imaginária) para descobrir por que certos jogos ficaram marcados como os piores da indústria. E quem sabe, no fim, você mesmo possa decidir qual deles leva o troféu de pior jogo de todos os tempos.
O que define um jogo como o pior de todos?
Antes de apontarmos dedos para este ou aquele título, vale perguntar: o que faz um jogo ser coroado como “o pior” de todos? Será que é um gráfico malfeito? Controles desastrosos? Bugs por toda parte? Na verdade, é uma combinação de tudo isso – e mais um pouco. Um game pode ser tecnicamente falho a ponto de ser quase injogável, ou pode trair expectativas, especialmente quando vem carregado de hype e acaba sendo uma decepção monumental. Além disso, o contexto importa. Por exemplo, um joguinho independente e obscuro pode até ser ruim, mas passa batido; já um grande lançamento de uma franquia famosa, se fracassar feio, vira chacota mundial.
Outro fator é o impacto que o jogo causa. Alguns títulos não apenas falharam em divertir, mas chegaram a afetar negativamente a indústria ou a reputação de empresas inteiras. Existem casos de jogos tão ruins que provocaram devoluções em massa, prejuízos astronômicos e até lendas urbanas sobre cartuchos enterrados no deserto. Ou seja, o pior jogo da história não é apenas questão de gosto pessoal – é aquele que reúne consenso quase universal de repulsa e deixa um legado infame. Aliás, hoje em dia, com acesso a milhares de títulos na palma da mão (basta ver o acervo gigantesco da playbox ou de lojas online), um jogo ruim não tem onde se esconder – ele rapidamente ganha fama negativa e vira meme na comunidade. Dito isso, vamos explorar alguns desses candidatos infames ao título de pior game de todos os tempos.
O crash de 1983 e o legado de E.T. no Atari 2600
Quando o assunto é pior jogo da história, um nome inevitavelmente surge: E.T. the Extra-Terrestrial no Atari 2600. Lançado em 1982, esse jogo baseado no famoso filme de Steven Spielberg tinha tudo para ser um sucesso comercial – a Atari investiu milhões para licenciá-lo e produziu cartuchos aos milhões. Mas a realidade foi amarga: o jogo foi desenvolvido às pressas (em cerca de cinco semanas) e o resultado foi praticamente injogável. Os gráficos eram simplórios mesmo para os padrões da época e a jogabilidade confusa fazia o jogador cair em buracos sem fim, num ciclo frustrante. Críticos e jogadores detestaram a experiência, e E.T. passou a ser frequentemente citado como um dos piores jogos já lançados.
A consequência do fiasco de E.T. foi desastrosa para a Atari. Dos mais de 5 milhões de cartuchos fabricados, apenas uma pequena parte vendeu – o resto encalhou nas prateleiras, gerando um prejuízo enorme. A situação foi tão extrema que se tornou lenda: a Atari teria enterrado milhões de cartuchos invendáveis no deserto do Novo México para se livrar do estoque. Por décadas isso foi tratado como rumor, até que, em 2014, uma escavação encontrou milhares de cartuchos de E.T. soterrados, confirmando que o mito era real. Não é à toa que, mais de 30 anos depois, muita gente ainda se refere a E.T. como “o pior jogo da história” – ele simboliza o colapso da indústria em 1983 e permanece como um caso de alerta sobre exageros de mercado. Vale imaginar: foi um jogo tão ruim que a empresa preferiu literalmente escondê-lo no deserto. Nos dias de hoje, isso seria o equivalente a um estúdio remover seu jogo das lojas digitais e ninguém mais encontrá-lo nem no catálogo da playbox – algo impensável, não é?
Superman 64: o pesadelo do Nintendo 64
Avançando para a era 3D, nenhum rol de piores jogos estaria completo sem mencionar Superman 64 (1999). Também conhecido pelo título oficial Superman: The New Adventures, esse jogo para Nintendo 64 prometia trazer o Homem de Aço voando em mundo aberto. Porém, o que os jogadores receberam foi uma decepção épica. Grande parte do gameplay se resume a voar através de anéis flutuantes em cenários envoltos por uma névoa verde (justificativa no enredo: kryptonita no ar) que escondia os gráficos mal acabados. Os controles de Superman 64 eram tão ruins que muitos desistiam na primeira fase – era uma batalha controlar o herói.
As críticas especializadas não perdoaram. Bugs e glitches estavam por toda parte, e a sensação era de um jogo inacabado e repetitivo. Apesar de tudo, Superman 64 conseguiu vender um número surpreendente de cópias (cerca de 500 mil) graças ao apelo do personagem, mas isso só significa que meio milhão de jogadores compartilharam a frustração. O game frequentemente aparece em listas de “piores de todos os tempos” e virou piada entre os fãs – até hoje, é comum ver referências a ele quando se fala de jogos mal feitos. Depois desse desastre, o Azulão até ganhou outros games, mas a sombra de Superman 64 ficou como lembrete do que não fazer em um jogo de super-herói.
Big Rigs: quando um jogo mal funciona
Saindo dos consoles e indo para o PC, um dos “campeões” em ruindade atende pelo nome de Big Rigs: Over the Road Racing (2003). Este suposto jogo de corrida se tornou lendário de tão mal feito. Imagine um jogo em que não há física nem colisão – você pode dirigir seu caminhão através de casas, árvores e pontes como se fossem hologramas. Não bastasse, o adversário controlado pelo computador nem sequer sai do lugar, garantindo que você sempre vença a corrida por W.O. E ao vencer, surge na tela a infame mensagem em inglês com um erro de gramática: “YOU’RE WINNER!” (que deveria ser “You’re a winner!”, ou seja, “Você é vencedor!”). Esse nível de descuido virou piada entre os gamers.
Com tantos problemas, Big Rigs foi massacrado pela crítica especializada. O jogo recebeu a nota 1/10 da GameSpot – a mais baixa possível – acompanhada da frase de que “Big Rigs é tão ruim quanto a mente humana pode compreender”. No agregador Metacritic, cravou míseros 8 de 100 pontos, a pior avaliação já registrada para um game de PC. Não é exagero dizer que este “simulador de caminhão” frequentemente aparece no topo das listas de piores jogos de todos os tempos. Curiosamente, anos depois, Big Rigs ganhou status cult entre alguns jogadores que se divertem com seus defeitos – a ponto de, em 2025, estar previsto seu relançamento na plataforma Steam, possivelmente para matar a curiosidade (ou a paciência) de uma nova geração de jogadores.
Nostalgia e playbox: revivendo até os piores clássicos
Depois de relembrar tantos jogos ruins, fica a pergunta: por que ainda falamos deles? A verdade é que, com o passar dos anos, esses títulos infames ganham um certo charme “trash” e viram objeto de curiosidade. Muitos gamers sentem quase uma obrigação de conferir com os próprios olhos se um game é tão ruim quanto dizem. É aí que entra a nostalgia – e a facilidade proporcionada por tecnologias modernas. Hoje em dia, é simples revisitar games antigos (mesmo os ruins) graças a emuladores e coletâneas. A própria playbox se propõe a ser “a sua máquina do tempo gamer”, reunindo mais de 20.000 jogos clássicos de 40 consoles diferentes em um só lugar. Com uma plataforma dessas, você pode alternar entre um clássico amado do Super Nintendo e, quem sabe, dar uma espiada em uma bomba lendária do Atari, tudo rapidamente.
Claro, ninguém está sugerindo que você deva perder horas em jogos notoriamente ruins quando há tantos títulos excelentes à disposição. Mas revisitar essas porcarias digitais pode ter seu valor como entretenimento “so bad it’s good” (tão ruim que chega a ser bom) ou pelo menos como lição de história. Além disso, essas experiências nos fazem apreciar ainda mais os bons jogos. Ao jogar algo como E.T. ou Superman 64 hoje, seja em um playbox da vida ou via emulação no PC, a gente percebe o quanto o design de games evoluiu. Então, por incrível que pareça, até os piores jogos têm um papel importante: eles servem de exemplo do que evitar e nos lembram de valorizar quando um jogo é bem feito.
Outros jogos infames lembrados entre os piores
Além dos títulos já discutidos em detalhe, a lista de jogos frequentemente citados como candidatos a pior da história é longa. Abaixo, selecionamos alguns exemplos notórios que costumam aparecer nessas conversas (e nas listas de “piores jogos” internet afora). Cada um deles tem sua história de falha única, seja por aspectos técnicos ou decisões de design questionáveis:
- Pac-Man (Atari 2600, 1982): A conversão do famoso arcade para o Atari 2600 foi um desastre. Apesar de ter vendido bem inicialmente, o jogo era visualmente pobre e repetitivo, frustrando jogadores e contribuindo para a saturação do mercado na época.
- Custer’s Revenge (Atari 2600, 1982): Um dos jogos mais controversos já feitos, trazia conteúdo adulto de extremo mau gosto e ofensivo. Foi massacrado pela crítica e por grupos civis, tornando-se sinônimo de como não fazer um game.
- Plumbers Don’t Wear Ties (3DO, 1993): Uma “novela interativa” bizarra lançada para 3DO, composta basicamente de slides estáticos e uma história sem pé nem cabeça. É frequentemente lembrado pela baixíssima qualidade de produção e absurdos no enredo.
- Shaq Fu (1994): Jogo de luta estrelado pelo astro de basquete Shaquille O’Neal. A ideia inusitada chamou atenção, mas a execução foi péssima: controles travados e design de fases confuso. Acabou virando piada e até objeto de vingança entre jogadores (houve campanhas de fãs para destruir cópias do cartucho).
- Action 52 (NES, 1991): Uma coletânea de 52 jogos em um único cartucho – todos eles de qualidade terrível. Cheio de bugs e ideias mal acabadas, se tornou lendário como exemplo de produto caça-níquel. Custava caro na época e entregava 52 maneiras de se frustrar.
- Ride to Hell: Retribution (PC/Console, 2013): Um jogo de ação lançado em 2013 que se tornou instantaneamente infame. Gráficos antiquados, jogabilidade quebrada e cenas constrangedoras fizeram muitos o coroarem como o pior jogo da geração moderna. É uma prova de que mesmo em tempos recentes ainda ocorrem fiascos memoráveis.
Todos esses jogos são lembrados com aquele misto de horror e fascínio pelos gamers. Eles viraram lendas do lado sombrio dos videogames, mantidos vivos na memória coletiva e em coleções retrô (a playbox certamente tem alguns deles em seu vasto catálogo). Conhecer essas histórias é interessante para não repetirmos os mesmos erros e para valorizarmos quando um jogo acerta em cheio.
Decepções recentes e lições aprendidas
Engana-se quem pensa que só antigamente se faziam jogos terríveis. Mesmo em anos recentes tivemos casos de jogos aguardadíssimos que se revelaram decepções enormes no lançamento. A diferença é que, hoje em dia, muitas vezes os desenvolvedores conseguem lançar patches para consertar (ao menos parcialmente) a bagunça. Um exemplo famoso é No Man’s Sky (2016): chegou ao mercado prometendo o universo, mas entregou um jogo vazio e repetitivo, frustrando milhares de jogadores. Foi tanto alarde negativo que o título foi chamado de “pior do ano” por muita gente. Felizmente, os criadores trabalharam duro em atualizações e transformaram o game – alguns anos depois, No Man’s Sky virou um caso de redenção, provando que um início desastroso não precisa condenar um jogo para sempre.
Já Cyberpunk 2077 (2020) da CD Projekt Red mostrou que até gigantes da indústria estão sujeitos a lançamentos problemáticos. O hype era altíssimo, mas o jogo chegou cheio de bugs, especialmente nos consoles, gerando reembolsos em massa e muita crítica negativa. Alguns chegaram a compará-lo com os “piores games” da história em termos de decepção. Mas, novamente, após uma série de patches e melhorias (e a expansão Phantom Liberty em 2023), Cyberpunk 2077 conseguiu reverter sua situação e reconquistar jogadores. Esses casos modernos ensinam que, diferentemente dos clássicos problemáticos que hoje encontramos em plataformas retrô como a playbox, um jogo ruim nos dias atuais pode ter uma segunda chance. Ainda assim, a lição fica para os estúdios: lançar um produto polido é sempre melhor do que tentar remendar a reputação depois.
Afinal, qual é o pior jogo de todos os tempos?
Com tantas histórias de desastres digitais, fica claro que “o pior jogo de todos” pode variar conforme a perspectiva. Se formos pelo impacto histórico, E.T. do Atari tem um forte argumento para o título – afinal, ele simboliza a queda de uma era e literalmente foi parar debaixo da terra (em um aterro sanitário!). Já se olharmos pela lente técnica, Big Rigs certamente é imbatível em termos de incompetência de programação. Por outro lado, muitos jogadores apontam Superman 64 como o mais frustrante, por destruir as esperanças de controlar um super-herói de forma decente. E ainda tem quem considere fiascos modernos como Ride to Hell os piores por não terem desculpa, já que foram feitos em épocas de tecnologia avançada.
No fim das contas, eleger o pior jogo da história dos videogames é quase tão difícil quanto eleger o melhor. É uma mistura de objetividade (bugs, controles, gráficos) com subjetividade (expectativa frustrada, raiva acumulada). Talvez o mais sensato seja dizer que há um hall da fama – ou melhor, hall da vergonha – onde E.T., Superman 64, Big Rigs e companhia dividem o trono do vexame. Cada um deles, a seu modo, nos ensinou algo sobre limites a não serem ultrapassados no design de jogos. E se existe um lado positivo nisso tudo, é que discutir sobre esses fracassos rende boas risadas e reflexões entre os gamers. Afinal, quem nunca jogou algo tão ruim que ficou até divertido comentar depois? E graças à preservação digital – inclusive através de plataformas como a playbox – esses jogos continuam acessíveis por aí, caso alguém queira reviver (ou exorcizar) essa experiência.
E você, leitor? Na sua opinião, qual o pior jogo de todos os tempos? Já teve a (má) sorte de jogar algum desses que citamos, ou lembra de algum outro título terrível que merecia estar na lista? Conte para a gente nos comentários – vamos compartilhar as histórias de terror (e humor) do mundo dos games. Aliás, se bateu aquela curiosidade masoquista, você pode até tentar jogar alguns desses títulos usando a playbox ou outro emulador retrô… só não vale xingar o amigo depois se a experiência for terrível!
Perguntas Frequentes
Qual é considerado o pior jogo de todos os tempos? Não há um consenso absoluto, mas o título frequentemente vai para E.T. the Extra-Terrestrial (Atari 2600, 1982), devido ao seu impacto negativo na indústria. Outros candidatos fortes incluem Superman 64 e Big Rigs, dependendo dos critérios (seja impacto histórico ou qualidade técnica).
Por que o jogo E.T. do Atari foi tão ruim e famoso? O jogo E.T. foi desenvolvido às pressas em poucas semanas, resultando em uma experiência confusa e pouco divertida. Ele vendeu muito abaixo do esperado, gerando um enorme prejuízo para a Atari. A lenda urbana (confirmada em 2014) de que milhões de cartuchos foram enterrados no deserto reforçou sua fama como desastre definitivo dos videogames.
Superman 64 é realmente tão ruim assim? Infelizmente, sim. Superman 64 tem controles terríveis, gráficos fracos para os padrões do Nintendo 64 e objetivos repetitivos (como voar através de anéis incessantemente). O jogo é tão frustrante que tornou-se um símbolo de jogo licenciado mal feito, frequentemente lembrado em discussões sobre os piores games já lançados.
Como posso jogar esses jogos antigos (mesmo os ruins) hoje em dia? Existem emuladores para praticamente todos os consoles clássicos, e também serviços e coletâneas retrô. Por exemplo, a playbox oferece uma coletânea com milhares de jogos de vários consoles, permitindo reviver tanto clássicos queridos quanto títulos infames. Alternativamente, há ROMs e emuladores gratuitos disponíveis, embora seja importante respeitar as questões legais de cada jogo.
Um jogo muito ruim pode ser melhorado após o lançamento? Atualmente, sim – em alguns casos. Jogos modernos podem receber patches e atualizações que consertam bugs e melhoram mecânicas. Por exemplo, títulos como No Man’s Sky (2016) foram lançados com problemas e muita decepção inicial, mas receberam atualizações que os transformaram significativamente para melhor. Contudo, no caso de jogos como os citados aqui (lançados em eras passadas ou com problemas fundamentais), dificilmente uma atualização daria jeito – eles acabaram se tornando lições aprendidas para a indústria.






